Veja alguns flagrantes do confronto entre professores e policiais do Batalhão de Choque. Os vídeos foram feitos e publicados pela servidora da Assembleia Legislativa, Raquel Tavares (@raquelgtavares).



Secretária lamenta confronto professores-Polícia e diz que Governo só negocia com fim da greve

29.09.2011| 17:20
O movimento reivindica, entre outros pontos, a implantação, por parte do governo Cid, do piso nacional dos professores - considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Francisco Fontenele / O POVO) O movimento reivindica, entre outros pontos, a implantação, por parte do governo Cid, do piso nacional dos professores - considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Francisco Fontenele / O POVO) Veja imagens da manifestação dos professores na Assembleia

A secretária da educação do Estado, Izolda Cela, considerou “lamentável” o confronto registrado nesta manhã de quinta-feira, 29, envolvendo professores estaduais em greve e o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Foi o que ela disse, durante entrevista ao programa Revista O POVO/CBN, da rádio O POVO/CBN, apresentado pela jornalista Alexandra Souza.


Izolda Cela disse que o Estado sempre esteve aberto ao diálogo e que a mensagem aprovada pela Assembleia nesta quinta-feira nada tem a ver com o principal das reivindicações da categoria. Houve reuniões com a presença, inclusive, de parlamentares. Há, segundo a secretária, um grupo de professores que não recebia o piso da forma como o Supremo definiu. O governo teria que resolver essa situação que estava irregular e envolvendo cerca de 200 docentes, o que a mensagem aprovada corrige.


Ela considerou justo que os docentes se mobilizem, mas “não podemos sacrificar os alunos”. A secretária lembrou que o governador havia avisado para os professores que a negociação ocorreria, mas sem clima de greve. Ou seja, não dava para tratar de planilhas e salários sem que houvesse aula, já que os alunos estão às vésperas de provas do Enem.


“Eu não sei…às vezes tem interesse político, tem gente que não se importa em prejudicar professores e, principalmente, as escolas (…) queremos retomar o diálogo para atender aos anseios da categoria e da população”, adiantou Izolda Cela, reiterando: volta a negociar, mas com as escolas em funcionamento.


Sobre agressão de professores, ela disse que o fato se registrou no âmbito do Poder Legislativo e que houve uma manifestação do presidente da Casa, Roberto Cláudio, que ela disse admirar. Para ela, o presidente agiu para defender a integridade dos servidores da Casa e do patrimônio público. Avalia que as responsabilidades serão apuradas.

Blog do Eliomar


Assembleia diz que policiais da Casa apreenderam faca com professor

29.09.2011| 15:47
  • Sobre o confronto registrado na manhã desta quinta-feira, 29, no prédio da Assembleia Legislativa envolvendo professores estaduais em greve e o Batalhão de Choque, a Mesa Diretora da Casa enviou a seguinte nota à imprensa:


“A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, em respeito à sociedade cearense e em obediência ao princípio constitucional da transparência na gestão pública, vem esclarecer sobre os lamentáveis episódios ocorridos nas dependências do Poder Legislativo nesta quinta-feira, dia 29 de setembro, quando pessoas alheias ao funcionamento da Casa, albergadas no seio da categoria de professores da rede pública que aqui acorreram, entraram em choque com a força policial que tem por missão institucional a defesa e preservação do patrimônio público.

A manifestação violenta de uns poucos, de forma explícita, feriu os princípios democráticos e de civilidade que o Poder Legislativo, também, legitimamente, denominado de “Casa do Povo”, defende e tem como base histórica na construção de seu alicerce. Foi apreendida, pelos policiais, uma faca que estava na posse de um dos manifestantes. Uma pessoa que foi ferida, de acordo com os policiais presentes, por objetos arremessados pelos próprios manifestantes, teve por parte do serviço médico da Assembleia imediato socorro.

A Assembleia Legislativa sempre foi e será o estuário das mais legítimas manifestações democráticas e a direção da Casa, cônscia de seu papel, propugna por manter inarredável esse compromisso histórico, mas adverte que jamais irá capitular na sua missão de defesa intransigente do patrimônio público, integridade física de seus servidores e parlamentares, além dos integrantes dos mais variados públicos que acorrem a este espaço plural e democrático.

* Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará”

Polícia e professores divergem sobre quem teria iniciado agressões em confronto na AL

Batalhão de Choque foi acionado para conter a manifestação dos professores. (Foto: Frank Costa/Blog do Eliomar)
 


 
Atualizada às 16h18
Versões divergentes foram apresentadas ao O POVO Online sobre o confronto registrado na manhã desta quinta-feira, 29, entre professores grevistas da rede estadual de ensino e policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Paralisados há 54 dias e com alguns fazendo greve de fome na Assembleia, os professores entraram em confronto na Assembleia Legislativa instantes antes da votação em plenário que aprovou a nova tabela de vencimentos da categoria.

Pelo menos um professor ficou ferido durante a manifestação. Arivalton Freitas foi agredido na cabeça e teve de ser encaminhado ao hospital. Segundo informações dos manifestantes, o professor teria sofrido traumatismo craniano.

Enquanto a categoria denuncia que a agressão partiu do Batalhão de Choque da Polícia Militar, os policiais dizem que os ferimentos nos professores manifestantes foram provocados por um confronto entre a categoria e o destacamento militar da Assembleia.

"Não houve excesso coisíssima nenhuma. Eu, que estive lá, por bastante tempo, posso lhe asseguar isso. O que aconteceu é que os professores quiseram invadir o plenário. Aí o presidente solicitou a presença do Batalhão, para garantir que os deputados exercessem seu papel", afirmou ao O POVO Online o comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Flares Luiz Braga Ferreira.

Já a Assembleia, por meio de nota, afirma que foi apreendida, pelos policiais, uma faca que estava na posse de um dos manifestantes. "Uma pessoa que foi ferida, de acordo com os policiais presentes, por objetos arremessados pelos próprios manifestantes, teve por parte do serviço médico da Assembleia imediato socorro", diz trecho da nota.

Deputados aprovam tabela de vencimentos dos professores da rede estadual



O plenário da Assembleia Legislativa aprovou, no início da tarde desta quinta-feira, 29, a nova tabela de vencimentos dos professores da rede estadual de ensino, em greve há 55 dias.


A votação aconteceu em meio ao dia mais tenso do movimento, que pela terceira vez ocupou o prédio do legislativo estadual. Pela manhã, houve confronto com a Polícia.


Enviada pelo governo Cid Gomes, a iniciativa é uma tentativa de amenizar a tensão do Palácio da Abolição com a categoria.


O movimento reivindica, entre outros pontos, a implantação, por parte do governo Cid, do piso nacional dos professores - considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Valores
Pelo novos valores, um professor começa a carreira recebendo rendimentos de R$ 1.187. Fatiada em dez faixas, a tabela vai até o nível 10, de acordo com o tempo de serviço e a titulação do professor. O último valor é R$ 2.255.


Na prática, a tabela cria uma espécie de gratificação fixa para os profissionais da educação.


Além dos novos valores, o projeto de lei aprovado altera o Plano de Cargos e Carreira.


Votaram contra a proposta do governo Cid Gomes os deputados Heitor Férrer (PDT), Agostinho Moreira e Roberto Mesquita, ambos do PV, e Eliane Novais (PSB).







TENSÃO

Professores desocupam Assembleia Legislativa

Publicado em 1 de outubro de 2011
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Protestos continuam: 1. Os educadores fizeram uma reunião em plena Avenida Desembargador Moreira, onde decidiram continuar a greve
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Após a assembleia, os manifestantes seguiram um trio elétrico até os fundos da Casa Legislativa. Alguns cantaram o Hino Nacional, enquanto um professor espalhava tinta vermelha próximo à fileira de soldados do Batalhão de Choque
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Categoria decidiu continuar a paralisação; professores em greve de fome suspenderam o ato e seguiram para hospital
A expectativa era de mais um dia de confronto, mas os professores em greve decidiram entoar hinos e fazer cirandas para desocupar a Assembleia Legislativa, que, na última quinta-feira, foi cenário de mais um conflito entre manifestantes e o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Em reunião promovida em plena Avenida Desembargador Moreira, a categoria decidiu continuar a paralisação.

De lá, os manifestantes seguiram para os fundos da Casa legislativa, liderados por um trio elétrico. Os que estavam dentro da Assembleia saíram para cantar o Hino Nacional. Um deles chegou a fingir que estava regendo os soldados do Batalhão de Choque, enquanto outro espalhava tinta vermelha próximo da fileira, em protesto contra a violência do dia anterior, que deixou alguns feridos.

Bastante debilitados, os professores Cláudio Monteiro, Laura Lobato e Clésio Mendes, que estavam em greve de fome há quase dois dias, suspenderam o ato. De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, a suspensão foi para preservar a integridade física dos professores. Os três foram internados, no início da tarde de ontem, no Instituto Doutor José Frota (IJF).

Na próxima segunda-feira, os professores realizam uma nova passeata a partir das 14 horas, com concentração na Assembleia Legislativa, seguindo até o Palácio da Abolição. A manifestação deve ganhar o apoio dos professores do Município. Já na terça-feira, a categoria participa de uma nova assembleia, que acontece às 15 horas no Ginásio Paulo Sarasate.

Risco
A mesa-diretora da Assembleia decidiu suspender a sessão de ontem. Mais cedo, o único momento de tensão foi quando o deputado Carlomano Marques, vice-líder do Governo na Assembleia, decidiu passar pela área onde estavam os manifestantes, que o cercaram vaiando e gritando a palavra "fascista", tendo em vista que o parlamentar foi um dos que votaram a favor da matéria do governador Cid Gomes. O deputado reclamou da forma de como foi recepcionado pela categoria. "Veja como eles estão nos recebendo. São verdadeiras hienas loucas e irresponsáveis. Estou apenas cumprindo o meu papel", comentou. O Batalhão de Choque impediu a aproximação dos professores e escoltou o deputado até o elevador.

"Isso é uma provocação. Como é que, num dia em que não tem expediente, um deputado do Governo vem aqui depois do que aconteceu ontem (quinta-feira)? Eles querem ter uma desculpa para outro ato de violência", retrucou a professora Laura Lobato.

A assembleia dos professores fechou uma das faixas da Desembargador Moreira, no trecho entre a Avenida Pontes Vieira e a Rua Francisco Holanda, sentido sertão-praia. No trio elétrico, o movimento, que competa hoje 58 dias, ouviu o depoimento do professor Arivalto Alves, ferido na cabeça durante o confronto. "Estávamos protegendo os companheiros que estavam em greve de fome. Ainda não sabemos se vamos ingressar na Justiça", ressaltou.

Conforme o Sindicato Apeoc, cerca de 5 mil pessoas participaram da passeata. Segundo Anízio Melo, a orientação é reorganizar as escolas e tentar impedir que a mensagem aprovada pela Assembleia seja sancionada por Cid Gomes.

FIQUE POR DENTRO
Luta salarial
A greve dos professores da rede estadual começou no último dia 5 de agosto porque a categoria não aceitou o salário de R$ 1.187,97, proposto pelo Governo do Estado. No dia 26 de agosto, depois de várias assembleias e manifestações, o desembargador Emanuel Leite Albuquerque determinou a suspensão da paralisação. Segundo a decisão, a categoria deveria retornar às salas de aula em 48 horas, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada dia de descumprimento. Após seis dias da decisão do desembargador, os professores entraram em confronto com a Polícia Militar na Assembleia Legislativa. Em 22 de setembro, a categoria se reuniu com o governador Cid Gomes, mas a negociação foi frustrada. No último dia 29, mais um confronto aconteceu na Assembleia. Manifestantes tentaram impedir a votação da mensagem do governad