Wilson Sampaio
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
greve dos professores estaduais-Ceaará
Greve Geral - Estado do Ceará- Interior e Capital
Na verdade, trata-se da assembléia realizada em 10/06/2009 no Ginásio Aécio de Borba em Fortaleza - Ceará, onde a categoria dos professores, do ...
Greve dos Professores do Estado do Ceará - Capital e Interior
Fotos de colaboradores. Colabore você também eviando fotos/video/texto do movimento de greve de sua cidade/região. colaborador@apeoc.org.br
por APEOCTV
Greve Geral dos Professores do Município de Fortaleza e do Estado do Ceará Maio/2009
Um documentário sobre a assembléia unificada dos professores municipais de Fortaleza e dos professores estaduais do Ceará. Unificação da luta e de ...
Decisão na greve dos professores do Estado do Ceará 2011 Canal Vida, Arte e Direito
Dr Percival COMDIRHUM OAB CE fala sobre decisão na greve dos professores do Estado do Ceará 2011 Canal Vida, Arte e DireitoEntrevista concedida a ...
por ....
Hino Nacional Brasileiro e Luta dos Professores do Estado do Ceará
7 de setembro. Homenagem aos profissionais da educação. Sindicato APEOC.
por APEOCTV
Greve dos Professores do Estado do Ceará Assembleia Geral 09.09.2001/5
Professores estaduais ocupam Assembleia
uma greve de fome e uma ocupação definitiva da AL ainda não foram declaradas em caráter geral pelo comando greve e ainda devem ser discutidas
28.09.2011| 12:09
Os professores da rede pública de ensino do Estado, em greve há 53 dias, estão ocupando neste momento a Assembleia Legislativa (AL).
De acordo com a assessoria da presidência do Sindicato dos Professores do Estado (Apeoc), uma greve de fome e uma ocupação definitiva da AL ainda não foram declaradas em caráter geral pelo comando greve e ainda devem ser discutidas.
Em entrevista à rádio O POVO/CBN, Rosa da Fonseca, representante do movimento Crítica Radical, disse que a ocupação é definitiva. Os manifestantes que entrariam em greve de fome ainda seriam escolhidos.
Todo o prédio, exceto o plenário, cuja entrada foi barrada pela Polícia, está ocupado por manifestantes de grupos diferentes, entre professores, estudantes e representantes do Crítica Radical. Várias posições diversas quanto à tática de greve estão surgindo.
Na tribuna, nesta manhã, foi anunciado que um grupo de professores aderiu à greve de fome.
Uma comissão de dez pessoas, entre elas representantes do sindicato dos professores do Estado (Apeoc), está esperando para falar com os deputados.
Companheiros (as), o Governador Cid Gomes enviou hoje, 28 de setembro de 2011, para Assembléia Legislativa, Mensagem que altera a atual estrutura da carreira do magistério. A Mensagem nº 7.295 estabelece o vencimento inicial de apenas R$ 1.187,00, aplicada aos profissionais de nível médio integrantes do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica – MAG e extingue as referências de 01 a 12, relativas a esses profissionais.
As referências de 13 a 30 da atual tabela vencimental, relativas aos profissionais com Licenciatura Plena, especialização, mestrado e doutorado, pelo supramencionado Projeto de Lei, ficam renumeradas de 01 a 18, sem alteração dos atuais valores. Segundo o texto da Mensagem “os profissionais de nível superior (..) permanecem como objeto de estudos e de medidas posteriores".
A referida mensagem insiste em criar a Gratificação por Efetiva Regência de Classe com fixo para todas as referências do grupo MAG de nível médio (ref. 01 a 12), para ativos e inativos, no valor de R$ 118,70 (cento e dezoito reais e setenta centavos), para jornada e vencimento padrão de 40 (quarenta) horas, resguardada a proporcionalidade em caso de jornadas e vencimentos menores.
A mensagem dispõe ainda que os valores previstos nas tabelas do grupo MAG serão revistos exclusivamente na mesma data e no mesmo índice da revisão geral dos servidores civis estaduais e não de acordo com o artigo 5º da Lei nº 11.738 que estabelece a atualização, utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007.
É oportuno ocuparmos os espaços nas redes sociais, programas de rádio e de televisão, envio de e-mails para os deputados, vigília na Assembleia Legislativa, reunião com pais e alunos. Tudo isso só será eficiente e eficaz se retornarmos à luta com todo força e garra.
UNIDOS SOMOS FORTES!
Cumprindo programação aprovada na última Assembleia Geral, dirigentes do Sindicato-APEOC e professores da Rede Estadual se concentravam no CEART para realizarem passeata até o Palácio da Abolição, quando receberam informação que a Mensagem do Governo que altera a atual estrutura de Carreira se encontrava na Assembleia Legislativa.
Os Dirigentes do Sindicato-APEOC e professores se deslocaram para Assembleia Legislativa onde se encontram até o momento. Uma comissão de Diretores do Sindicato e do Comando de Greve (representação Zonais) foi recebida pelos Deputados e agora a tarde o comando de greve encontra-se reunido no auditório Deputado Murilo Aguiar na Assembleia Legislativa.
O Sindicato formalizou, em caráter de urgência, pedido de audiência pública à Comissão de Educação, tendo inclusive, no dia de ontem, ido à Assembleia Legislativa e conversado com o Líder do Governo, no apelo que nenhuma Mensagem fosse enviada sem antes passar por amplo debate e negociação com a categoria.
O fato é que a mensagem enviada contém tabela de vencimento inicial de R$ 1.187,00, aplicada aos profissionais de nível médio integrantes do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica – MAG e extingue as referências de 01 a 12, relativas a esses profissionais.
As referências de 13 a 30 da atual tabela vencimental, relativas aos profissionais com Licenciatura Plena, especialista, mestre e doutor, pelo atual Projeto de Lei, ficam renumeradas de 01 a 18, sem alteração dos atuais valores. Segundo o texto da mensagem os “os profissionais de nível superior (..) permanecem como objeto de estudos e de medidas posteriores".
A referida mensagem fixa Gratificação por Efetiva Regência de Classe para todas as referências do grupo MAG de nível médio (ref. 01 a 12), para ativos e inativos, no valor de R$ 118,70 (cento e dezoito reais e setenta centavos) para jornada e vencimento padrão de 40 (quarenta) horas, resguardada a proporcionalidade em caso de jornadas e vencimentos menores.
A mensagem dispõe ainda que os valores previstos nas tabelas do grupo MAG serão revistos exclusivamente na mesma data e no mesmo índice da revisão geral dos servidores civis estaduais.
Diante disso, o Sindicato APEOC convoca toda a categoria para vigília permanente na Assembleia Legislativa.
TODOS À LUTA!
MENSAGEM Nº 7.295 , DE 27 DE SETEMBRO DE 2011. Senhor Presidente,
Tenho a honra de encaminhar, por intermédio de Vossa Excelência, à elevada deliberação dessa nobre Assembleia, o incluso Projeto de Lei que CRIA NOVA TABELA VENCIMENTAL PARA OS PROFISSIONAIS DE NIVEL MEDIO DO GRUPO OCUPACIONAL MAGISTERIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA - MAG E DÁ OUTRAS PROVIDENCIAS.
O Supremo Tribunal Federal manifestou-se em Acordão de 23/08/2011, firmando o entendimento da constitucionalidade do art. 2º § 1º da Lei 11.738/2008, o qual dispõe que o valor do piso salarial profissional nacional é referencia para fixação do vencimento inicial. Diante disto, o governo do estado do Ceará envia a esta augusta Assembleia Legislativa o Projeto de Lei anexo, o qual visa proceder à imediata adequação da situação dos profissionais de nível médio integrantes do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica – MAG, à decisão supramencionada.
Outrossim, afirmamos que medidas atinentes aos profissionais de nível superior integrantes do mesmo grupo ocupacional, mesmo já percebendo vencimento superior ao piso salarial profissional nacional, permanecem como objeto de estudos e de medidas posteriores.
Expostas, assim, as razões determinantes da iniciativa, solicito o apoio de Vossa Excelência no encaminhamento e votação desta proposição em regime de urgência, esperando contar com a aprovação dos ilustres Deputados.
PALÁCIO IRACEMA, DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, EM FORTALEZA, AOS _____, DE______________DE 2011.
Cid Ferreira Gomes
GOVERNADOR DO ESTADO
Excelentíssimo SenhorDeputado Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra
DIGNÍSSIMO PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ
NESTA
PROJETO DE LEI
CRIA NOVA TABELA VENCIMENTAL PARA OS PROFISSIONAIS DE NIVEL MÉDIO DO GRUPO OCUPACIONAL MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA - MAG E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ decreta:
Art. 1º A tabela de vencimento aplicada aos profissionais de nível médio integrantes do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica - MAG, passa a ser a constante do Anexo I, parte integrante desta Lei.
§ 1º Ficam extintas as referências de 01 a 12, relativas aos profissionais de nível médio integrantes do Grupo Ocupacional MAG, constantes do Anexo Único da Lei nº 14.431, de 31 de julho de 2009, e da legislação posterior de revisão geral.
§ 2º As referências de 13 a 30, constantes do Anexo Único da Lei nº 14.431, de 31 de julho de 2009, relativas aos profissionais de nível superior do Grupo Ocupacional MAG, ficam renumeradas de 01 a 18, sem alteração dos valores constantes da Lei nº 14.867, de 25 de janeiro de 2011.
Art. 2º A remuneração dos profissionais de nível médio integrantes do Grupo MAG, ativos e inativos, é composta de:
I – Vencimento;
II – Gratificação por Efetiva Regência de Classe, e
III – Parcela Nominalmente Identificável – PNI.
§ 1º A Gratificação por Efetiva Regência de Classe terá, em todas as referências do grupo MAG previsto neste artigo, para ativos e inativos, valor de R$ 118,70 (cento e dezoito reais e setenta centavos) para jornada e vencimento padrão de 40 (quarenta) horas, resguardada a proporcionalidade em caso de jornadas e vencimentos menores.§ 2º A Parcela Nominalmente Identificável – PNI consiste em valor individual, destinado a evitar eventual decesso remuneratório decorrente da aplicação desta Lei, consideradas, para este cálculo, exclusivamente as parcelas remuneratórias de caráter permanente percebidas, no mês de agosto de 2011, pelo servidor ou aposentado, excluídas as vantagens pessoais incorporadas pelo exercício de cargo em comissão.
§ 3º Os valores previstos nos §§ 1° e 2° serão revistos exclusivamente na mesma data e no mesmo índice da revisão geral dos servidores civis estaduais.
Art. 3º Nenhuma outra vantagem financeira terá incidência sobre o vencimento, ficando assegurada a percepção das vantagens de caráter pessoal já incorporadas decorrentes do exercício de cargos em comissão.
Art. 4º O enquadramento do servidor na tabela de vencimento constante do Anexo I desta Lei será realizado tomando por base a soma do vencimento percebido com fundamento na Lei nº 14.431, de 31 de julho de 2009, no valor revisto pela Lei nº 14.867, de 25 de janeiro de 2011, com o valor da Gratificação por Efetiva Regência de Classe e o da Parcela Nominalmente Identificável do servidor ou aposentado, na forma da tabela do Anexo II, parte integrante desta Lei.
Art. 5º A partir da publicação desta Lei, passa a ser de 730 (setecentos e trinta) dias o interstício para as progressões dos profissionais de nível médio do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica - MAG, computando-se o período já transcorrido desde a última progressão ocorrida antes da publicação desta Lei.
Art. 6º A partir da publicação desta Lei, não se aplica aos profissionais de nível médio do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica – MAG o disposto no Art. 5º da Lei nº 14.431, de 31 de julho de 2009, aplicando-se o disposto no § 1º do Art. 2º desta Lei.
Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, com efeito financeiro a partir de 1º de setembro de 2011.
Art. 8° Ficam revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO IRACEMA DO GOVERNO DO ESTADO, em Fortaleza, ___ de _________de 2011.
Cid Ferreira Gomes
GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ
ANEXO I
A QUE SE REFERE O ARTIGO 1º DA LEI Nº _____, DE___ DE ________DE 2011.
Nova Tabela Base Para 40 Horas Aula Semanais – Nível Médio
| NIVEL | VENCIMENTO |
| 1 | 1187,0O |
| 2 | 1305,7O |
| 3 | 1.424,40 |
| 4 | 1.543,10 |
| 5 | 1.661,80 |
| 6 | 1.780,50 |
| 7 | 1.899,20 |
| 8 | 2.017,90 |
| 9 | 2.136,60 |
| 10 | 2.255,30 |
ANEXO I I
A QUE SE REFERE O ARTIGO 4º DA LEI Nº _____, DE___ DE ________DE 2011.
Quadro de Referencia para Enquadramento Funcional à nova Tabela
(Soma de vencimento + regência+ PNI)
| Igual ou Maior que ($) | Menor que ($) | NOVO NIVEL |
| 739,84 | 1.424,4O | 1 |
| 1.424,4O | 1.543,1O | 2 |
| 1.543,1O | 1.661,8O | 3 |
| 1.661,8O | 1.780,5O | 4 |
| 1.780,5O | 1.899,2O | 5 |
| 1.899,2O | 2.017,9O | 6 |
| 2.017,9O | 2.136,6O | 7 |
| 2.136,6O | 2.255,3O | 8 |
| 2.255,3O | 2.374,OO | 9 |
| 2.374,OO | 10 |
O Piso dos Professores desceu pela descarga
O governo Cid Gomes sempre propaga junto à mídia que não possui recursos para implantar o piso com repercussão na carreira. Deveríamos cobrar junto ao Ministério Público Estadual a abertura das contas do FUNDEB. Por que tanto mistério em tornar essa atitude esclarecedora para a sociedade? Esta mensagem que acaba com a carreira do magistério e que está sendo apreciada em regime de urgência pelos Deputados, expressa a vontade do Governo do Ceará em dar finalmente uma descarga nos direitos de milhares profissionais da Educação.
oto soares , 28 de setembro de 2011
SUGESTÃO!
PESSOAL, A MINHA SUGESTÃO É QUE AGUARDEMOS EM ESTADO DE GREVE ESSE "ESTUDO E MEDIDA POSTERIORES" PARA OS PROFESSORES GRADUADOS, TENDO EM VISTA QUE A GREVE FOI CONSIDERADA ILEGAL. LEVEMOS EM CONSIDERAÇÃO QUE NESSE PRIMEIRO MOMENTO APENAS OS PROFESSORES DE NÍVEL MÉDIO ESTÃO SENDO BENEFICIADOS COM A IMPLANTAÇÃO DESSA TABELA.
SAULO , 28 de setembro de 2011
e aí sindicato?
quais são as orientações? precisamos de um norte? que rumo tomar? ainda só o diálogo? creio que diálogo nunca houve.não existe justiça? justiça só para nós, professores? precisamos recorrer a alguém, a quem? super-homem,batman,mulher maravilha? ou outro "super" qualquer..........
Polliana , 28 de setembro de 2011
...
É amigos quem ainda tiver começando ,procure outro meio de sobreviver pq a classe de professor estar em extinção,ou seja "acabou de acabar".Que país é esse...somos reconhecidos bem, pela corrupção...Estatuto da criança e adolescente(FORMAÇÃO DE FUTUROS MARGINAIS)e professores vivenciando sua extinção,me respondam :Qual será o futuro do povo brasileiro? respondo:drogas, prostituição,corrupção, marginalidade em geral.Nem digo mais futuro,já estar sendo noso presente. Nossa dignidade está escorrendo pelos dedos e a culpa toda é de nossos políticos. Não temos mais em quem acreditar quando querem se elegerem tem a solução de todos problemas sócio-políticos ,depois que se elegem não tem solução para nada,tudo vira dificuldade.Nosso país estar com CÂNCER SOCIAL TERMINAL.
veruschka lima , 28 de setembro de 2011
A SOMA DE TODOS OS MEDOS 2
E A AGORA, VOCÊ PROFESSOR QUE RETORNOU ÀS AULAS! VAI CONTINUAR ASSISTINDO A SUA CARREIRA SENDO DESTRUÍDA POR ESSA MANOBRA DO DITADOR CID E VAI FICAR AÍ PARADO?? CHAME SEUS COLEGAS E VENHAM À ASSEMBLEIA SEXTA E FORTALEÇA A LUTA.
A SOMA DE TODOS OS MEDOS , 28 de setembro de 2011
RETORNO À GREVE INTERIOR E CAPITAL
CAROS COLEGAS. QUE ABSURDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO CONOSCO. ESSA MENSANGEM ENVIADA HOJE, 28/09 É O FIM DO SONHO E VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO COM IMPLANTAÇÃO DO PISO COM REPERCUSSÃO NA CARREIRA.ESTAMOS SENDO NIVELADOS POR BAIXO.NÃO ESTAMOS GANHANDO NADA A MAIS COM ESSA TABELA, PELO CONTRÁRIO, ESTAMOS DEIXANDO DE GANHAR. COM O AUMENTO DE 16% NO PISO PRÓXIMO ANO, NÓS NÃO TEREMOS DIREITO, MAS APENAS OS MÍSEROS 5% OU 6% DA INFLAÇÃO. ESSA É A JOGADA DO GOVERNO COM ESSA SEPARAÇÃO DO MÉDIO COM O GRADUADOS. É O FIM DA VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR E DA CARREIRA. ENTÃO CONCLAMO A TODOS AQUELES QUE RETORNARAM ÀS AULAS QUE COMPARECAM A ASSEMBLEIA SEXTA PARA MAIORES ESCLARECIMENTOS E O RETORNO A GREVE SEM MEDO DE SER FELIZ, ISSO É A SAMA DE TODOS OS MEDOS.
A SOMA DE TODOS OS MEDOS ,
28 de setembro de 2011
Da Redação do Jangadeiro Online
O confronto entre policiais do Batalhão de Choque repercutiu nas redes sociais. Muitos internautas que acompanharam a confusão na Assembleia Legislativa postaram informações e várias imagens do tumulto.
A polícia usou spray de pimenta para conter os grevistas que tentavam invadir o Plenário 13 de maio para impedir a votação da matéria que criava uma nova tabela de vencimentos para os professores de nível médio.
No confronto, alguns professores chegaram a ser detidos e outros ficaram feridos.
Veja as imagens:
Veja alguns flagrantes do confronto entre professores e policiais do Batalhão de Choque. Os vídeos foram feitos e publicados pela servidora da Assembleia Legislativa, Raquel Tavares (@raquelgtavares).
O movimento reivindica, entre outros pontos, a implantação, por parte do governo Cid, do piso nacional dos professores - considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Francisco Fontenele / O POVO) Veja imagens da manifestação dos professores na Assembleia
“A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, em respeito à sociedade cearense e em obediência ao princípio constitucional da transparência na gestão pública, vem esclarecer sobre os lamentáveis episódios ocorridos nas dependências do Poder Legislativo nesta quinta-feira, dia 29 de setembro, quando pessoas alheias ao funcionamento da Casa, albergadas no seio da categoria de professores da rede pública que aqui acorreram, entraram em choque com a força policial que tem por missão institucional a defesa e preservação do patrimônio público.
A manifestação violenta de uns poucos, de forma explícita, feriu os princípios democráticos e de civilidade que o Poder Legislativo, também, legitimamente, denominado de “Casa do Povo”, defende e tem como base histórica na construção de seu alicerce. Foi apreendida, pelos policiais, uma faca que estava na posse de um dos manifestantes. Uma pessoa que foi ferida, de acordo com os policiais presentes, por objetos arremessados pelos próprios manifestantes, teve por parte do serviço médico da Assembleia imediato socorro.
A Assembleia Legislativa sempre foi e será o estuário das mais legítimas manifestações democráticas e a direção da Casa, cônscia de seu papel, propugna por manter inarredável esse compromisso histórico, mas adverte que jamais irá capitular na sua missão de defesa intransigente do patrimônio público, integridade física de seus servidores e parlamentares, além dos integrantes dos mais variados públicos que acorrem a este espaço plural e democrático.
* Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará”
Atualizada às 16h18
Versões divergentes foram apresentadas ao O POVO Online sobre o confronto registrado na manhã desta quinta-feira, 29, entre professores grevistas da rede estadual de ensino e policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Paralisados há 54 dias e com alguns fazendo greve de fome na Assembleia, os professores entraram em confronto na Assembleia Legislativa instantes antes da votação em plenário que aprovou a nova tabela de vencimentos da categoria.
Pelo menos um professor ficou ferido durante a manifestação. Arivalton Freitas foi agredido na cabeça e teve de ser encaminhado ao hospital. Segundo informações dos manifestantes, o professor teria sofrido traumatismo craniano.
Enquanto a categoria denuncia que a agressão partiu do Batalhão de Choque da Polícia Militar, os policiais dizem que os ferimentos nos professores manifestantes foram provocados por um confronto entre a categoria e o destacamento militar da Assembleia.
"Não houve excesso coisíssima nenhuma. Eu, que estive lá, por bastante tempo, posso lhe asseguar isso. O que aconteceu é que os professores quiseram invadir o plenário. Aí o presidente solicitou a presença do Batalhão, para garantir que os deputados exercessem seu papel", afirmou ao O POVO Online o comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Flares Luiz Braga Ferreira.
Já a Assembleia, por meio de nota, afirma que foi apreendida, pelos policiais, uma faca que estava na posse de um dos manifestantes. "Uma pessoa que foi ferida, de acordo com os policiais presentes, por objetos arremessados pelos próprios manifestantes, teve por parte do serviço médico da Assembleia imediato socorro", diz trecho da nota.
TENSÃO




Categoria decidiu continuar a paralisação; professores em greve de fome suspenderam o ato e seguiram para hospital
A expectativa era de mais um dia de confronto, mas os professores em greve decidiram entoar hinos e fazer cirandas para desocupar a Assembleia Legislativa, que, na última quinta-feira, foi cenário de mais um conflito entre manifestantes e o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Em reunião promovida em plena Avenida Desembargador Moreira, a categoria decidiu continuar a paralisação.
De lá, os manifestantes seguiram para os fundos da Casa legislativa, liderados por um trio elétrico. Os que estavam dentro da Assembleia saíram para cantar o Hino Nacional. Um deles chegou a fingir que estava regendo os soldados do Batalhão de Choque, enquanto outro espalhava tinta vermelha próximo da fileira, em protesto contra a violência do dia anterior, que deixou alguns feridos.
Bastante debilitados, os professores Cláudio Monteiro, Laura Lobato e Clésio Mendes, que estavam em greve de fome há quase dois dias, suspenderam o ato. De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, a suspensão foi para preservar a integridade física dos professores. Os três foram internados, no início da tarde de ontem, no Instituto Doutor José Frota (IJF).
Na próxima segunda-feira, os professores realizam uma nova passeata a partir das 14 horas, com concentração na Assembleia Legislativa, seguindo até o Palácio da Abolição. A manifestação deve ganhar o apoio dos professores do Município. Já na terça-feira, a categoria participa de uma nova assembleia, que acontece às 15 horas no Ginásio Paulo Sarasate.
Risco
A mesa-diretora da Assembleia decidiu suspender a sessão de ontem. Mais cedo, o único momento de tensão foi quando o deputado Carlomano Marques, vice-líder do Governo na Assembleia, decidiu passar pela área onde estavam os manifestantes, que o cercaram vaiando e gritando a palavra "fascista", tendo em vista que o parlamentar foi um dos que votaram a favor da matéria do governador Cid Gomes. O deputado reclamou da forma de como foi recepcionado pela categoria. "Veja como eles estão nos recebendo. São verdadeiras hienas loucas e irresponsáveis. Estou apenas cumprindo o meu papel", comentou. O Batalhão de Choque impediu a aproximação dos professores e escoltou o deputado até o elevador.
"Isso é uma provocação. Como é que, num dia em que não tem expediente, um deputado do Governo vem aqui depois do que aconteceu ontem (quinta-feira)? Eles querem ter uma desculpa para outro ato de violência", retrucou a professora Laura Lobato.
A assembleia dos professores fechou uma das faixas da Desembargador Moreira, no trecho entre a Avenida Pontes Vieira e a Rua Francisco Holanda, sentido sertão-praia. No trio elétrico, o movimento, que competa hoje 58 dias, ouviu o depoimento do professor Arivalto Alves, ferido na cabeça durante o confronto. "Estávamos protegendo os companheiros que estavam em greve de fome. Ainda não sabemos se vamos ingressar na Justiça", ressaltou.
Conforme o Sindicato Apeoc, cerca de 5 mil pessoas participaram da passeata. Segundo Anízio Melo, a orientação é reorganizar as escolas e tentar impedir que a mensagem aprovada pela Assembleia seja sancionada por Cid Gomes.
FIQUE POR DENTRO
Luta salarialA greve dos professores da rede estadual começou no último dia 5 de agosto porque a categoria não aceitou o salário de R$ 1.187,97, proposto pelo Governo do Estado. No dia 26 de agosto, depois de várias assembleias e manifestações, o desembargador Emanuel Leite Albuquerque determinou a suspensão da paralisação. Segundo a decisão, a categoria deveria retornar às salas de aula em 48 horas, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada dia de descumprimento. Após seis dias da decisão do desembargador, os professores entraram em confronto com a Polícia Militar na Assembleia Legislativa. Em 22 de setembro, a categoria se reuniu com o governador Cid Gomes, mas a negociação foi frustrada. No último dia 29, mais um confronto aconteceu na Assembleia. Manifestantes tentaram impedir a votação da mensagem do governad
Veja as imagens da confusão entre polícia e professores na Assembleia Legislativa
Por janga às 16:04 de 29/09/2011 - Atualizada às 20:35O confronto entre policiais do Batalhão de Choque repercutiu nas redes sociais. Muitos internautas que acompanharam a confusão na Assembleia Legislativa postaram informações e várias imagens do tumulto.
A polícia usou spray de pimenta para conter os grevistas que tentavam invadir o Plenário 13 de maio para impedir a votação da matéria que criava uma nova tabela de vencimentos para os professores de nível médio.
No confronto, alguns professores chegaram a ser detidos e outros ficaram feridos.
Veja as imagens:
Veja alguns flagrantes do confronto entre professores e policiais do Batalhão de Choque. Os vídeos foram feitos e publicados pela servidora da Assembleia Legislativa, Raquel Tavares (@raquelgtavares).
Secretária lamenta confronto professores-Polícia e diz que Governo só negocia com fim da greve
Fonte: O POVO Online/Fortaleza,
29.09.2011| 17:20
A secretária da educação do Estado, Izolda Cela, considerou “lamentável” o confronto registrado nesta manhã de quinta-feira, 29, envolvendo professores estaduais em greve e o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Foi o que ela disse, durante entrevista ao programa Revista O POVO/CBN, da rádio O POVO/CBN, apresentado pela jornalista Alexandra Souza.
Izolda Cela disse que o Estado sempre esteve aberto ao diálogo e que a mensagem aprovada pela Assembleia nesta quinta-feira nada tem a ver com o principal das reivindicações da categoria. Houve reuniões com a presença, inclusive, de parlamentares. Há, segundo a secretária, um grupo de professores que não recebia o piso da forma como o Supremo definiu. O governo teria que resolver essa situação que estava irregular e envolvendo cerca de 200 docentes, o que a mensagem aprovada corrige.
Ela considerou justo que os docentes se mobilizem, mas “não podemos sacrificar os alunos”. A secretária lembrou que o governador havia avisado para os professores que a negociação ocorreria, mas sem clima de greve. Ou seja, não dava para tratar de planilhas e salários sem que houvesse aula, já que os alunos estão às vésperas de provas do Enem.
“Eu não sei…às vezes tem interesse político, tem gente que não se importa em prejudicar professores e, principalmente, as escolas (…) queremos retomar o diálogo para atender aos anseios da categoria e da população”, adiantou Izolda Cela, reiterando: volta a negociar, mas com as escolas em funcionamento.
Sobre agressão de professores, ela disse que o fato se registrou no âmbito do Poder Legislativo e que houve uma manifestação do presidente da Casa, Roberto Cláudio, que ela disse admirar. Para ela, o presidente agiu para defender a integridade dos servidores da Casa e do patrimônio público. Avalia que as responsabilidades serão apuradas.
Izolda Cela disse que o Estado sempre esteve aberto ao diálogo e que a mensagem aprovada pela Assembleia nesta quinta-feira nada tem a ver com o principal das reivindicações da categoria. Houve reuniões com a presença, inclusive, de parlamentares. Há, segundo a secretária, um grupo de professores que não recebia o piso da forma como o Supremo definiu. O governo teria que resolver essa situação que estava irregular e envolvendo cerca de 200 docentes, o que a mensagem aprovada corrige.
Ela considerou justo que os docentes se mobilizem, mas “não podemos sacrificar os alunos”. A secretária lembrou que o governador havia avisado para os professores que a negociação ocorreria, mas sem clima de greve. Ou seja, não dava para tratar de planilhas e salários sem que houvesse aula, já que os alunos estão às vésperas de provas do Enem.
“Eu não sei…às vezes tem interesse político, tem gente que não se importa em prejudicar professores e, principalmente, as escolas (…) queremos retomar o diálogo para atender aos anseios da categoria e da população”, adiantou Izolda Cela, reiterando: volta a negociar, mas com as escolas em funcionamento.
Sobre agressão de professores, ela disse que o fato se registrou no âmbito do Poder Legislativo e que houve uma manifestação do presidente da Casa, Roberto Cláudio, que ela disse admirar. Para ela, o presidente agiu para defender a integridade dos servidores da Casa e do patrimônio público. Avalia que as responsabilidades serão apuradas.
Blog do Eliomar
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Assembleia diz que policiais da Casa apreenderam faca com professor
Fonte: O POVO Online/Fortaleza
29.09.2011| 15:47
- Sobre o confronto registrado na manhã desta quinta-feira, 29, no prédio da Assembleia Legislativa envolvendo professores estaduais em greve e o Batalhão de Choque, a Mesa Diretora da Casa enviou a seguinte nota à imprensa:
“A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, em respeito à sociedade cearense e em obediência ao princípio constitucional da transparência na gestão pública, vem esclarecer sobre os lamentáveis episódios ocorridos nas dependências do Poder Legislativo nesta quinta-feira, dia 29 de setembro, quando pessoas alheias ao funcionamento da Casa, albergadas no seio da categoria de professores da rede pública que aqui acorreram, entraram em choque com a força policial que tem por missão institucional a defesa e preservação do patrimônio público.
A manifestação violenta de uns poucos, de forma explícita, feriu os princípios democráticos e de civilidade que o Poder Legislativo, também, legitimamente, denominado de “Casa do Povo”, defende e tem como base histórica na construção de seu alicerce. Foi apreendida, pelos policiais, uma faca que estava na posse de um dos manifestantes. Uma pessoa que foi ferida, de acordo com os policiais presentes, por objetos arremessados pelos próprios manifestantes, teve por parte do serviço médico da Assembleia imediato socorro.
A Assembleia Legislativa sempre foi e será o estuário das mais legítimas manifestações democráticas e a direção da Casa, cônscia de seu papel, propugna por manter inarredável esse compromisso histórico, mas adverte que jamais irá capitular na sua missão de defesa intransigente do patrimônio público, integridade física de seus servidores e parlamentares, além dos integrantes dos mais variados públicos que acorrem a este espaço plural e democrático.
* Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará”
Polícia e professores divergem sobre quem teria iniciado agressões em confronto na AL
Atualizada às 16h18
Versões divergentes foram apresentadas ao O POVO Online sobre o confronto registrado na manhã desta quinta-feira, 29, entre professores grevistas da rede estadual de ensino e policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Paralisados há 54 dias e com alguns fazendo greve de fome na Assembleia, os professores entraram em confronto na Assembleia Legislativa instantes antes da votação em plenário que aprovou a nova tabela de vencimentos da categoria.
Pelo menos um professor ficou ferido durante a manifestação. Arivalton Freitas foi agredido na cabeça e teve de ser encaminhado ao hospital. Segundo informações dos manifestantes, o professor teria sofrido traumatismo craniano.
Enquanto a categoria denuncia que a agressão partiu do Batalhão de Choque da Polícia Militar, os policiais dizem que os ferimentos nos professores manifestantes foram provocados por um confronto entre a categoria e o destacamento militar da Assembleia.
"Não houve excesso coisíssima nenhuma. Eu, que estive lá, por bastante tempo, posso lhe asseguar isso. O que aconteceu é que os professores quiseram invadir o plenário. Aí o presidente solicitou a presença do Batalhão, para garantir que os deputados exercessem seu papel", afirmou ao O POVO Online o comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Flares Luiz Braga Ferreira.
Já a Assembleia, por meio de nota, afirma que foi apreendida, pelos policiais, uma faca que estava na posse de um dos manifestantes. "Uma pessoa que foi ferida, de acordo com os policiais presentes, por objetos arremessados pelos próprios manifestantes, teve por parte do serviço médico da Assembleia imediato socorro", diz trecho da nota.
Deputados aprovam tabela de vencimentos dos professores da rede estadual
Fonte: O POVO Online/Fortaleza
O plenário da Assembleia Legislativa aprovou, no início da tarde desta quinta-feira, 29, a nova tabela de vencimentos dos professores da rede estadual de ensino, em greve há 55 dias.
A votação aconteceu em meio ao dia mais tenso do movimento, que pela terceira vez ocupou o prédio do legislativo estadual. Pela manhã, houve confronto com a Polícia.
Enviada pelo governo Cid Gomes, a iniciativa é uma tentativa de amenizar a tensão do Palácio da Abolição com a categoria.
O movimento reivindica, entre outros pontos, a implantação, por parte do governo Cid, do piso nacional dos professores - considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Valores
Pelo novos valores, um professor começa a carreira recebendo rendimentos de R$ 1.187. Fatiada em dez faixas, a tabela vai até o nível 10, de acordo com o tempo de serviço e a titulação do professor. O último valor é R$ 2.255.
Na prática, a tabela cria uma espécie de gratificação fixa para os profissionais da educação.
Além dos novos valores, o projeto de lei aprovado altera o Plano de Cargos e Carreira.
Votaram contra a proposta do governo Cid Gomes os deputados Heitor Férrer (PDT), Agostinho Moreira e Roberto Mesquita, ambos do PV, e Eliane Novais (PSB).
A votação aconteceu em meio ao dia mais tenso do movimento, que pela terceira vez ocupou o prédio do legislativo estadual. Pela manhã, houve confronto com a Polícia.
Enviada pelo governo Cid Gomes, a iniciativa é uma tentativa de amenizar a tensão do Palácio da Abolição com a categoria.
O movimento reivindica, entre outros pontos, a implantação, por parte do governo Cid, do piso nacional dos professores - considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Valores
Pelo novos valores, um professor começa a carreira recebendo rendimentos de R$ 1.187. Fatiada em dez faixas, a tabela vai até o nível 10, de acordo com o tempo de serviço e a titulação do professor. O último valor é R$ 2.255.
Na prática, a tabela cria uma espécie de gratificação fixa para os profissionais da educação.
Além dos novos valores, o projeto de lei aprovado altera o Plano de Cargos e Carreira.
Votaram contra a proposta do governo Cid Gomes os deputados Heitor Férrer (PDT), Agostinho Moreira e Roberto Mesquita, ambos do PV, e Eliane Novais (PSB).
TENSÃO
Professores desocupam Assembleia Legislativa
Publicado em 1 de outubro de 2011
Protestos continuam: 1. Os educadores fizeram uma reunião em plena Avenida Desembargador Moreira, onde decidiram continuar a greve
Após a assembleia, os manifestantes seguiram um trio elétrico até os fundos da Casa Legislativa. Alguns cantaram o Hino Nacional, enquanto um professor espalhava tinta vermelha próximo à fileira de soldados do Batalhão de Choque
A expectativa era de mais um dia de confronto, mas os professores em greve decidiram entoar hinos e fazer cirandas para desocupar a Assembleia Legislativa, que, na última quinta-feira, foi cenário de mais um conflito entre manifestantes e o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Em reunião promovida em plena Avenida Desembargador Moreira, a categoria decidiu continuar a paralisação.
De lá, os manifestantes seguiram para os fundos da Casa legislativa, liderados por um trio elétrico. Os que estavam dentro da Assembleia saíram para cantar o Hino Nacional. Um deles chegou a fingir que estava regendo os soldados do Batalhão de Choque, enquanto outro espalhava tinta vermelha próximo da fileira, em protesto contra a violência do dia anterior, que deixou alguns feridos.
Bastante debilitados, os professores Cláudio Monteiro, Laura Lobato e Clésio Mendes, que estavam em greve de fome há quase dois dias, suspenderam o ato. De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, a suspensão foi para preservar a integridade física dos professores. Os três foram internados, no início da tarde de ontem, no Instituto Doutor José Frota (IJF).
Na próxima segunda-feira, os professores realizam uma nova passeata a partir das 14 horas, com concentração na Assembleia Legislativa, seguindo até o Palácio da Abolição. A manifestação deve ganhar o apoio dos professores do Município. Já na terça-feira, a categoria participa de uma nova assembleia, que acontece às 15 horas no Ginásio Paulo Sarasate.
Risco
A mesa-diretora da Assembleia decidiu suspender a sessão de ontem. Mais cedo, o único momento de tensão foi quando o deputado Carlomano Marques, vice-líder do Governo na Assembleia, decidiu passar pela área onde estavam os manifestantes, que o cercaram vaiando e gritando a palavra "fascista", tendo em vista que o parlamentar foi um dos que votaram a favor da matéria do governador Cid Gomes. O deputado reclamou da forma de como foi recepcionado pela categoria. "Veja como eles estão nos recebendo. São verdadeiras hienas loucas e irresponsáveis. Estou apenas cumprindo o meu papel", comentou. O Batalhão de Choque impediu a aproximação dos professores e escoltou o deputado até o elevador.
"Isso é uma provocação. Como é que, num dia em que não tem expediente, um deputado do Governo vem aqui depois do que aconteceu ontem (quinta-feira)? Eles querem ter uma desculpa para outro ato de violência", retrucou a professora Laura Lobato.
A assembleia dos professores fechou uma das faixas da Desembargador Moreira, no trecho entre a Avenida Pontes Vieira e a Rua Francisco Holanda, sentido sertão-praia. No trio elétrico, o movimento, que competa hoje 58 dias, ouviu o depoimento do professor Arivalto Alves, ferido na cabeça durante o confronto. "Estávamos protegendo os companheiros que estavam em greve de fome. Ainda não sabemos se vamos ingressar na Justiça", ressaltou.
Conforme o Sindicato Apeoc, cerca de 5 mil pessoas participaram da passeata. Segundo Anízio Melo, a orientação é reorganizar as escolas e tentar impedir que a mensagem aprovada pela Assembleia seja sancionada por Cid Gomes.
FIQUE POR DENTRO
Luta salarialA greve dos professores da rede estadual começou no último dia 5 de agosto porque a categoria não aceitou o salário de R$ 1.187,97, proposto pelo Governo do Estado. No dia 26 de agosto, depois de várias assembleias e manifestações, o desembargador Emanuel Leite Albuquerque determinou a suspensão da paralisação. Segundo a decisão, a categoria deveria retornar às salas de aula em 48 horas, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada dia de descumprimento. Após seis dias da decisão do desembargador, os professores entraram em confronto com a Polícia Militar na Assembleia Legislativa. Em 22 de setembro, a categoria se reuniu com o governador Cid Gomes, mas a negociação foi frustrada. No último dia 29, mais um confronto aconteceu na Assembleia. Manifestantes tentaram impedir a votação da mensagem do governad
Por que professores e governo não se entendem
Professores querem não apenas a aplicação da lei do piso para quem recebe abaixo do valor mínimo. Querem que o mesmo reajuste para todos os níveis da carreira. Governo considera reivindicação "fora da realidade"
01.10.2011| 01:30
pedroalves@opovo.com.br
Desde o início das discussões entre governo e professores, o Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc) bate na mesma tecla: quer a implantação do piso nacional dos professores no valor de R$ 1.587 para a carreira inicial de professores com nível médio de formação, tendo as demais categorias – inclusive aqueles com graduação e pós-graduação - o mesmo percentual de reajuste aplicado no início da tabela. “O que nós requeremos é a repercussão da lei do piso em toda a carreira dos professores e não apenas para um grupo, pois a lei do piso não foi criada apenas para uma categoria de nível médio”, explica o professor Reginaldo Pinheiro, vice-presidente da Apeoc.
Tal proposta, porém, aumentaria em 170% os gastos do Governo do Estado com a folha de pagamento dos docentes, de acordo com informações da Secretaria de Educação (Seduc). “É muito fácil acusar o governo quando não se considera um dado da realidade que é o orçamento público. O governo não tem como inventar dinheiro”, diz Izolda Cela, apontando a impossibilidade de o governo de atender o que pede o sindicato.
Falta de acordo
Há desentendimento, ainda, em relação ao valor do piso. O governo, por exemplo, considera o valor estipulado pelo Ministério da Educação (MEC) - de R$ 1.187. Mas a Apeoc considera que o piso deve ser de R$ 1.587, seguindo cálculo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).Em julho, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), apresentou proposta aos professores - mas esta foi rejeitada pela categoria, que não se sentiu contemplada com a oferta. O governo, posteriormente, retirou a proposta de pauta e ofereceu aos professores - que já estavam em greve - a possibilidade de construírem por conta própria um projeto viável, dentro do orçamento estadual. Mesmo assim, a categoria continuou em greve, reivindicando a aplicação do piso da forma como consideram necessária.
Hoje, segundo Izolda, o governo espera o fim da greve para iniciar negociações “do zero” e construir propostas para o reajuste da tabela de vencimento e demais pontos de pauta.
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A principal reivindicação do Sindicato Apeoc é considerada impraticável pelo Governo do Estado. Atualmente, o Estado não tem uma proposta consolidada para os professores e espera o fim da greve para abrir a negociação.
Entenda o impasse
Depois de aplicar piso de R$ 1.187 para professores com nível médio, o Governo ainda não apresentou nova proposta para o restante do professores - que representam a maioria. Entenda as principais reivindicações dos docentes e a resposta do Governo
1/3 Fora da sala
Professores querem:
A reivindicação do sindicado Apeoc é destinar um terço da carga horária total para atividades extraclasse, como determina a lei do piso. O que diz o governo:
Nas últimas negociações antes do momento de acentuada violência na última quinta-feira, o líder do governo na Assembleia, Antônio Carlos (PT), anunciou que o governo aceita conceder um terço da carga horária para atividades extraclasse, desde que a implantação seja feita de modo escalonado. Cid prometeu concurso para o próximo ano. Lei do piso
Professores querem:
O sindicato Apeoc cobra piso salarial de R$ 1.587 para o início da carreira do nível médio, com mesmo índice de reajuste em todos os outros níveis de carreira.
O que diz o governo:
O governo avisa que a ideia está fora dos padrões orçamentários, pois causaria aumento de 170% no custo da folha de pagamento dos docentes do Ceará. A secretária da Educação, Izolda Cela, informou que, diante da necessidade urgente de cumprir a lei do piso, o Governo precisava enviar e aprovar proposta que reajustasse pelos menos a tabela dos docentes de nível médio. A mensagem foi aprovada na última quinta-feira pela Assembleia Legislativa. A partir de então, tem prazo de 15 dias para ser sancionada ou vetada pelo governador Cid Gomes. Para os professores, a mensagem criou duas tabelas - uma para ensino médio e outra para graduação e pós-graduação - e, com isso, “destruiu” a carreira.
Progressão
Professores querem:
A categoria deseja a manutenção da progressão anual, com promoção e aumento salarial.
O que diz o governo:
Lei aprovada aumentou para dois anos a progressão para o pessoal de ensino médio, mas, segundo Izolda Cela, abriu oportunidade para todos os professores atingirem o nível máximo da carreira - o que não ocorria anteriormente, pois exigia pós-graduação para tal.
Regência de classe
Professores querem:
Elevação no adicional pago sobre o salário-base como gratificação por regência de classe. O que diz o governo:
Mensagem aprovada na última quinta-feira fixou em R$ 118,70 a regência de classe. A lei vale apara apenas 130 professores de nível médio, segundo Izolda Cela. Para os demais docentes, a negociação ainda está por acontecer.
Greve não é prioridade na comissão de Educação
Publicado em 3 de outubro de 2011
Deputados estaduais que formam o colegiado na Assembleia afirmam que estão ocupados com outros debates na Casa
A greve dos professores estaduais do Ceará parece distante do fim. Desde o início de agosto, a categoria decidiu pela paralisação por não aceitar o salário de R$ 1.187,97, proposto pelo Governo do Estado. A decisão dos professores afeta 487 mil estudantes que pertencem à rede estadual de ensino formada por 660 escolas. Até agora, o assunto ainda não foi debatido na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
Foi à Assembleia que os professores recorreram algumas vezes para que fosse reaberto o canal de negociação com o governador do Estado, Cid Gomes (PSB). Na última quinta-feira, dia 29, a categoria lotou as dependências do Legislativo cearense manifestando-se contrária à mensagem enviada pelo Executivo criando nova tabela de vencimentos para os profissionais de nível médio.
Apesar dos apelos e do tumulto a matéria foi aprovada. Um dia depois, na sexta-feira, dia 30, os professores decidiram, após uma reunião ocorrida na Avenida Desembargador Moreira, em frente à Assembleia Legislativa, por continuar a paralisação, o que significa que os estudantes de escolas públicas do Estado já somam quase dois meses sem aula.
A Comissão de Educação da Assembleia, responsável por discutir "assuntos atinentes à educação em geral", conforme dita o artigo 48 do Regimento Interno da Casa, ainda não se reuniu para debater o problema. Quando a greve dos profissionais do magistério completou um mês, o Diário do Nordeste publicou uma matéria mostrando que o assunto ainda não tinha sido abordado no colegiado.
Mudança
Passados quase 30 dias, não houve mudança. O colegiado continua sem abordar o tema. A deputada Bethrose (PRP), que assumiu a presidência da comissão, durante a licença da deputada Rachel Marques (PT), alega que tentou reunir o colegiado algumas vezes, mas afirma que foi difícil haver quórum para debater os assuntos do grupo.
Conforme a parlamentar, a comissão recebeu um ofício, na semana passada, do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), pedindo a realização de uma audiência pública para discutir a valorização do magistério. Mas de acordo com a parlamentar o pedido não pode ser apreciado pela comissão por falta dos membros do grupo que não participaram da reunião ordinária marcada para ocorrer sempre às terças-feiras, às 14h30.
Bethrose disse ter tido dificuldade para reunir os membros da Comissão de Educação formada por sete membros. Além de Bethrose e Rachel Marques, compõem o grupo os deputados: José Teodoro (PSDB), Dedé Teixeira (PT), Júlio César Filho (PTN), Inês Arruda (PMDB) e Manoel Duca (PRB).
Os deputados estaduais Professor Teodoro e Dedé Teixeira admitiriam estar afastados dos trabalhos da comissão de Educação. No caso do tucano, o motivo para isso é o fato de estar atarefado com outras atividades na Assembleia, como a coordenação de duas subcomissões. Dedé Teixeira também apresentou a mesma razão: vem se dedicando a debates sobre outros assuntos, como a Reforma Política e a Caatinga.
SozinhaA deputada Bethrose pondera que, sozinha, não poderia tomar as decisões pela comissão de Educação, que deve decidir com os seus membros, os debates e ações a serem realizados. Além do prejuízo da falta de discussão sobre o problema da greve dos professores da rede pública de ensino do Estado, a deputada estadual, que preside o colegiado no momento, aponta que o colegiado possui muitos projetos acumulados que ainda não foram apreciados por falta de quórum.
A licença de 120 dias tirada pela deputada estadual Rachel Marques, por motivo de saúde, terminou na última sexta-feira. Nesse dia não houve sessão, devido ao tumulto do dia anterior quando a Casa aprovou mensagem do Governo que desagradou os professores.
Portanto, a petista deve retomar suas atividades nesta semana, dentre elas a presidência da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
Uma multidão marchou da Assembleia até o Palácio da Abolição (EDIMAR SOARES)
Delane, Samile e Deisiane lideraram mobilização (GABRIEL GONÇALVES)
Bernardino Ferreira 04/10/2011 11:16
ELIEZER BRITO 04/10/2011 10:08
Longe da manifestação no Palácio da Abolição, aconteceu ontem uma mobilização puxada por alunos. Na Escola Profissionalizante Maria Carmem Vieira Moreira - que manteve as aulas mesmo durante a greve - os próprios alunos decidiram cruzar os braços e deixar as salas de aula vazias como ato de apoio aos professores estaduais. A escola fica no bairro Pajuçara, em Maracanaú. Hoje, os alunos devem manter a paralisação.
As alunas Delane Gadelha, Samile Medeiros e Deisiane de Sousa (foto), todas do 1º ano do ensino médio, lideraram a mobilização. Na tarde de ontem, nenhuma turma teve aula. O colégio possui 180 alunos matriculados. A diretora Gláucia Barreto comentou apenas que “os conflitos existem” e que é natural que os alunos não fiquem indiferentes à greve dos docentes.
Começou na Assembleia Legislativa e terminou no Palácio da Abolição, com um convite do Governo do Estado para uma nova tentativa de negociação. A passeata dos professores, realizada na tarde de ontem, em protesto contra o episódio ocorrido na semana passada na AL, em que docentes e policiais da tropa de choque da Polícia Militar entraram em confronto, contou com a participação de representantes de movimentos sindicais, universitário, estudantil e sociedade civil.
Segundo o presidente do Sindicato dos Professores e Servidores do Estado do Ceará (Apeoc), Anísio Melo, o Comando de Greve da categoria deve se reunir hoje, às 11 horas, com a secretária da Educação, Izolda Cela e, provavelmente, o chefe de Gabinete do Governo e irmão do governador, Ivo Gomes (PSB). A reunião será realizada no próprio Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado.
“Não temos certeza de quem deve nos receber. Acho que não será o governador. Mas o importante é a retomada das negociações”, afirmou Anísio, ao definir a passeata dos professores como “um dos maiores atos de manifestação da história”.
Por meio de sua assessoria, Izolda Cela informou que o objetivo do encontro é o mesmo dos anteriores, que foram pautados pela tentativa de “diálogo e entendimento”. Contudo, a secretaria, que estaria viajando e retornaria hoje, não soube informar se uma novo proposta será apresentada.
Puxados por um trio elétrico ou amontoados em um “trem da alegria”, eles tomaram as ruas com gritos de protesto. Chegando no Palácio, diferentemente do acontecido na última quinta-feira, não houve confronto com a tropa de choque, que fazia a segurança no entorno da sede do Poder Executivo, impedindo até mesmo a passagem de transeuntes pelo local.
O Legislativo esteve representado pela deputada estadual Eliane Novais (PSB) e pelo vereador João Alfredo (Psol). Até mesmo os alunos da iniciativa privada, mobilizados pela rede social Facebook, também participaram do ato.
“Segundo a nossa Constituição, é deve do Estado dar educação de qualidade. Se isso acontecesse eu não estaria pagando caro para estudar”, disse Gustavo Melo, 17, aluno do 3º ano de uma escola particular.
SERVIÇO
Assembleia geral dos professores:
Quando: Hoje, às 15 horas
Onde: Ginásio Paulo Sarasate
Endereço: Rua Ildefonso Albano, 2050 - Aldeota
Acostumada a lidar com sucessivas greves de professores, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), evitou tomar partido, ao ser questionada sobre o impasse entre a categoria e o Governo, de quem a petista é aliada.
Entretanto, Luizianne deixou no ar o que pode ser uma crítica ao modo como o Estado tem tratado a polêmica: “o que eu posso dizer é que a gente sempre teve muito respeito pelo movimento social como um todo. E aí são formas diferenciadas de lidar com isso”, afirmou, em entrevista durante a assinatura da ordem de serviço para um espigão na Praia de Iracema.
A prefeita não quis fazer comparações entre a greve no Estado e as do Município.
A greve dos professores estaduais do Ceará parece distante do fim. Desde o início de agosto, a categoria decidiu pela paralisação por não aceitar o salário de R$ 1.187,97, proposto pelo Governo do Estado. A decisão dos professores afeta 487 mil estudantes que pertencem à rede estadual de ensino formada por 660 escolas. Até agora, o assunto ainda não foi debatido na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
Foi à Assembleia que os professores recorreram algumas vezes para que fosse reaberto o canal de negociação com o governador do Estado, Cid Gomes (PSB). Na última quinta-feira, dia 29, a categoria lotou as dependências do Legislativo cearense manifestando-se contrária à mensagem enviada pelo Executivo criando nova tabela de vencimentos para os profissionais de nível médio.
Apesar dos apelos e do tumulto a matéria foi aprovada. Um dia depois, na sexta-feira, dia 30, os professores decidiram, após uma reunião ocorrida na Avenida Desembargador Moreira, em frente à Assembleia Legislativa, por continuar a paralisação, o que significa que os estudantes de escolas públicas do Estado já somam quase dois meses sem aula.
A Comissão de Educação da Assembleia, responsável por discutir "assuntos atinentes à educação em geral", conforme dita o artigo 48 do Regimento Interno da Casa, ainda não se reuniu para debater o problema. Quando a greve dos profissionais do magistério completou um mês, o Diário do Nordeste publicou uma matéria mostrando que o assunto ainda não tinha sido abordado no colegiado.
Mudança
Passados quase 30 dias, não houve mudança. O colegiado continua sem abordar o tema. A deputada Bethrose (PRP), que assumiu a presidência da comissão, durante a licença da deputada Rachel Marques (PT), alega que tentou reunir o colegiado algumas vezes, mas afirma que foi difícil haver quórum para debater os assuntos do grupo.
Conforme a parlamentar, a comissão recebeu um ofício, na semana passada, do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), pedindo a realização de uma audiência pública para discutir a valorização do magistério. Mas de acordo com a parlamentar o pedido não pode ser apreciado pela comissão por falta dos membros do grupo que não participaram da reunião ordinária marcada para ocorrer sempre às terças-feiras, às 14h30.
Bethrose disse ter tido dificuldade para reunir os membros da Comissão de Educação formada por sete membros. Além de Bethrose e Rachel Marques, compõem o grupo os deputados: José Teodoro (PSDB), Dedé Teixeira (PT), Júlio César Filho (PTN), Inês Arruda (PMDB) e Manoel Duca (PRB).
Os deputados estaduais Professor Teodoro e Dedé Teixeira admitiriam estar afastados dos trabalhos da comissão de Educação. No caso do tucano, o motivo para isso é o fato de estar atarefado com outras atividades na Assembleia, como a coordenação de duas subcomissões. Dedé Teixeira também apresentou a mesma razão: vem se dedicando a debates sobre outros assuntos, como a Reforma Política e a Caatinga.
SozinhaA deputada Bethrose pondera que, sozinha, não poderia tomar as decisões pela comissão de Educação, que deve decidir com os seus membros, os debates e ações a serem realizados. Além do prejuízo da falta de discussão sobre o problema da greve dos professores da rede pública de ensino do Estado, a deputada estadual, que preside o colegiado no momento, aponta que o colegiado possui muitos projetos acumulados que ainda não foram apreciados por falta de quórum.
A licença de 120 dias tirada pela deputada estadual Rachel Marques, por motivo de saúde, terminou na última sexta-feira. Nesse dia não houve sessão, devido ao tumulto do dia anterior quando a Casa aprovou mensagem do Governo que desagradou os professores.
Portanto, a petista deve retomar suas atividades nesta semana, dentre elas a presidência da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
Governo retoma hoje diálogo com grevistas
Fonte: O POVO Online/OPOVO/Politica
Governo recebe hoje o Comando de Greve dos professores. Paralisação completou dois meses
04.10.2011| 01:30
Greve de alunos para escola
Fonte: O POVO Online/OPOVO/Politica
04.10.2011| 01:30
Veja as notícias relacionadas. Governo retoma hoje diálogo com grevistas
Espaço dos leitores 
Lecionei 5 anos em Maracanaú, e sempre achei os estudantes da cidade envolvidos em grandes eventos, como: Solidariedade aos idosos, feiras de ciências, etc. Acabaram dando mais um belo exemplo para colegas professores, que furam greves. Parabéns alunos que realizaram esse protesto. Pois lutar, é descobrir que todos os dias caminhos podem se abrir para uma sociedade mais justa.
PARABÉNS ALUNOS DE MARACANAÚ, EXPECIFICAMENTE DA ESCOLA PROFISSIONAL DE PAJUÇARA, A ATITUDE TOMADA POR VOCÊS É DIGNA DE ELOGIOS E DE SER COPIADA POR TODOS OS ALUNOS DA REDE PUBLICA ESTADUAL. QUERENDO O FUTURO DE VOCES CABE A NÓS E SE ESTIVERMOS CONTENTOS, MESMOS COM AS DIFICULDADES QUE ENFRENTAMOS NA SALA DE AULA FAREMOS A COISA ACONTECER. PARABÉNS MAIS UMA VEZ. ACREDITO QUE ESSE É UM FATO INÉDITO AO LANGO DE TODA O HISTÓRICO DE GREVE DESSA CATEGORIA.
Terça-feira - 4 de outubro de 2011
Cidade- Diário do Nordeste
GREVE DOS PROFESSORES
Terça-feira - 4 de outubro de 2011
Cidade- Diário do Nordeste
GREVE DOS PROFESSORES
Passeata reúne cerca de cinco mil pessoas para repudiar a violência
Publicado em 4 de outubro de 2011
As alunas Delane Gadelha, Samile Medeiros e Deisiane de Sousa (foto), todas do 1º ano do ensino médio, lideraram a mobilização. Na tarde de ontem, nenhuma turma teve aula. O colégio possui 180 alunos matriculados. A diretora Gláucia Barreto comentou apenas que “os conflitos existem” e que é natural que os alunos não fiquem indiferentes à greve dos docentes.
Segundo o presidente do Sindicato dos Professores e Servidores do Estado do Ceará (Apeoc), Anísio Melo, o Comando de Greve da categoria deve se reunir hoje, às 11 horas, com a secretária da Educação, Izolda Cela e, provavelmente, o chefe de Gabinete do Governo e irmão do governador, Ivo Gomes (PSB). A reunião será realizada no próprio Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado.
“Não temos certeza de quem deve nos receber. Acho que não será o governador. Mas o importante é a retomada das negociações”, afirmou Anísio, ao definir a passeata dos professores como “um dos maiores atos de manifestação da história”.
Por meio de sua assessoria, Izolda Cela informou que o objetivo do encontro é o mesmo dos anteriores, que foram pautados pela tentativa de “diálogo e entendimento”. Contudo, a secretaria, que estaria viajando e retornaria hoje, não soube informar se uma novo proposta será apresentada.
Passeata ao Palácio
Em greve há exatos dois meses, a categoria decidiu paralisar as atividades no dia 5 de agosto, em protesto pelo cumprimento da Lei Federal do Piso Salarial e pela implantação do plano de cargos e carreiras. Com mordaças e curativos, numa referência ao confronto com os policiais, milhares de manifestantes marcharam da sede do Legislativo ao Palácio do Governo. Puxados por um trio elétrico ou amontoados em um “trem da alegria”, eles tomaram as ruas com gritos de protesto. Chegando no Palácio, diferentemente do acontecido na última quinta-feira, não houve confronto com a tropa de choque, que fazia a segurança no entorno da sede do Poder Executivo, impedindo até mesmo a passagem de transeuntes pelo local.
O Legislativo esteve representado pela deputada estadual Eliane Novais (PSB) e pelo vereador João Alfredo (Psol). Até mesmo os alunos da iniciativa privada, mobilizados pela rede social Facebook, também participaram do ato.
“Segundo a nossa Constituição, é deve do Estado dar educação de qualidade. Se isso acontecesse eu não estaria pagando caro para estudar”, disse Gustavo Melo, 17, aluno do 3º ano de uma escola particular.
SERVIÇO
Assembleia geral dos professores:
Quando: Hoje, às 15 horas
Onde: Ginásio Paulo Sarasate
Endereço: Rua Ildefonso Albano, 2050 - Aldeota
Saiba mais
Acostumada a lidar com sucessivas greves de professores, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), evitou tomar partido, ao ser questionada sobre o impasse entre a categoria e o Governo, de quem a petista é aliada.
Entretanto, Luizianne deixou no ar o que pode ser uma crítica ao modo como o Estado tem tratado a polêmica: “o que eu posso dizer é que a gente sempre teve muito respeito pelo movimento social como um todo. E aí são formas diferenciadas de lidar com isso”, afirmou, em entrevista durante a assinatura da ordem de serviço para um espigão na Praia de Iracema.
A prefeita não quis fazer comparações entre a greve no Estado e as do Município.
Sob pressão, professores temporários voltam à sala de aula
Publicado: 05-10-2011 | Autor: Eliomar de Lima | Categoria(s): Ceará, Cidades, Educação, PolíticaCom a ameaça de demissão feita pelo Governo do Estado, há professores temporários voltando à sala de aula. Esse segmento não tem a menor segurança como trabalhador e acaba refém da pressão política, denunciam lideranças do movimento dos docentes.
Há escolas onde professor temporário está comparecendo ao trabalho, mas em classe só aparece meia dúzia de alunos, pois entidades estudantis se solidarizam com os grevistas.
Dessa situação, fica a pergunta: vale esse tipo de atividade? A legislação exige que esteja em sala de aula pelo menos a metade da turma, o que nem sempre acontece.
Alguns professores querem que o Ministério Público Estadual faça blitz nas escolas.
Durante a sessão plenária desta quarta-feira, 5, da Assembleia Legislativa, o deputado Lula Morais (PCdoB) pediu sensatez ao Governo do Estado e professores nas próximas rodadas de negociação. Os educadores estão em greve há mais de dois meses.
De acordo com o parlamentar, este é o melhor momento para a categoria conseguir conquistas, devido ao grande apoio da opinião pública às reivindicações.
Lula classifica a luta dos professores como justa, e afirma que o Governo já mostrou abertura para dialogar e implantar medidas que satisfaçam a categoria e, consequentemente, acabar com a paralisação.
O vice-líder do Governo na Casa, deputado Sérgio Aguiar (PSB), também disse que a batalha dos educadores é legítima, mas pediu que a categoria seja madura e sensível à chegada do Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, para por fim à greve.
Na terça-feira, 4, representantes da classe e o Poder Executivo se reuniram por cerca de seis horas para discutir o impasse. Nenhuma proposta foi apresentada e a paralisação foi mantida.
FRANCISCA ZELIA 05/10/2011 17:59
Hernani Jorge Moreira Ribeiro 05/10/2011 17:40
ronaldo pinho 05/10/2011 17:30
gilardo 05/10/2011 17:25
marta 05/10/2011 17:24
Há escolas onde professor temporário está comparecendo ao trabalho, mas em classe só aparece meia dúzia de alunos, pois entidades estudantis se solidarizam com os grevistas.
Dessa situação, fica a pergunta: vale esse tipo de atividade? A legislação exige que esteja em sala de aula pelo menos a metade da turma, o que nem sempre acontece.
Alguns professores querem que o Ministério Público Estadual faça blitz nas escolas.
Deputado do PCdoB pede sensatez ao Governo e professores nas rodadas de negociação
O deputado Lula Morais (PCdoB) disse este é o melhor momento para a categoria conseguir conquistas, devido ao grande apoio da opinião pública às reivindicações
Durante a sessão plenária desta quarta-feira, 5, da Assembleia Legislativa, o deputado Lula Morais (PCdoB) pediu sensatez ao Governo do Estado e professores nas próximas rodadas de negociação. Os educadores estão em greve há mais de dois meses.
De acordo com o parlamentar, este é o melhor momento para a categoria conseguir conquistas, devido ao grande apoio da opinião pública às reivindicações.
Lula classifica a luta dos professores como justa, e afirma que o Governo já mostrou abertura para dialogar e implantar medidas que satisfaçam a categoria e, consequentemente, acabar com a paralisação.
O vice-líder do Governo na Casa, deputado Sérgio Aguiar (PSB), também disse que a batalha dos educadores é legítima, mas pediu que a categoria seja madura e sensível à chegada do Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, para por fim à greve.
Na terça-feira, 4, representantes da classe e o Poder Executivo se reuniram por cerca de seis horas para discutir o impasse. Nenhuma proposta foi apresentada e a paralisação foi mantida.
Redação O POVO Online
Os "políticos" não podem ter interesse na Educação porque é através dela que o professor ensina a camada mais pobre da sociedade, a ler, escrever e a pensar, E assim sendo, como eles vão conseguir se manter no poder, já que essa fatia é a que rende muitos votos? Professor Temporário? Temporário é cargo político, professor é profissão.
Tenho acompanhado todas as greves, como tambem os posicionamentos dos varios executivos e contesto que os mesmos senhores que quando na oposição assumiam e instigavam os grevistas, hoje (no comando dos executivos) são os primeiros a reclamar de que não existe bom senso e que os grevistas são anti patrióticos!!!!O Brasil esta lotado de camaliões. Estamos vivendo a ditadura mais inteligente que se poderia implantar" SE PERMITE RECLAMAR E TODO MUNDO (POLITICO) FAZ O QUE QUER"
O governo não esta preocupado com a educação,por que quem é mais prejudicado com esta greve dos professores são os pobres,se estivesse prejudicando a classe media alta,isto já teria sido resolvido.que pena que as coisas funciona assim em nosso pais....
Sepuclcros caiados, lobos em pele de cordeiros, demagogos, sabem de toda a históira da humanidade, sab em mais queninguém do que é o trabalho social de um educador, usam siglas que lembram as ltuas dos trabalhadores, com o único intuito de apropriaremdo poder para sempre. Dizer que não tem orçamento é mentira mais deslavada do mundo, e porofessor , pode não ter dinheiro,pois o que tem é ganho de forma justa en não escusa, mas é rico que conhecimetno e dá ao lestudante de graça e com prazer, tenham vergonha nesssa cara, vocês não são imortais, resepeitem os professores, quando vocês sjujerem que lambatmos as botas do governador é por que é sua prática costumeria, não os queremos comentantdo a nosso respeito, mandem vosso governo nos demitir a todos,mas não voltaremos enquanto a quela lei maldita que vocês aprovaram com debohe e muita violência e calunia contra os porofessores não for rasgada e até que chegue a essa infleliza casa, chamada de casa do ppvo, que não tem nada de casa do povo, mas de capachos e sustentadores d e um governo que arrota autoritarismo, a greve só acaba quando a lei do piso com a repercursão na carrreira em todos os niveis, a jornada de atividades extra classe for respeitada, ora qual é o problemas de azer isso com a categoria parada? É só uma questão de mostrar quem manda e quem deve obedecer calado? ´`Nós professores sabemos que assim que aceitarmos voltar ao trabalho o governo fará um arremedo mandará para aí e vocês aprovarão em cinco minutos, pois não possuem vontade própria mas só querem a permanência no pdoder, vocês sim mamam nas tetas do Estado, cheio s de privililégios mil , não venham qeurer trarar-nos como se foramos crainças que se dá um pirulito e ela chupa felliz, a justiça está próxima.
CADÊ AQUELE PC do B QUE EU VIA SEMPRE NOS TERMINAIS DE ÔNIBUS AS 5 HS DA MANHÃ FALANDO EM EDUCAÇÃO, TRABALHO.......??? O tempo passa e o poder corrompe. Quem diria que ia um dia iria ver o Lula Morais, do PC do B, votar contra os professores. Mas este fato se tornou rotineiro deste partido. Ou vcs já se esqueceram que a Eliana, do PC do B, também votou contra os professores de Fortaleza. E os prefessores é que tem de ser sensatos? E porque eles não pressionam o Ditador Homicid da Educação, para ser sensato?
Diário do Nordeste
Quarta-feira - 5 de outubro de 2011Professores e governo marcam uma nova reunião para esta quinta-feira (6)
05 de outubro de 2011 // 18h51
Está marcada para esta quinta-feira (6) uma reunião entre professores da rede estadual e o chefe de gabinete do governador Cid Gomes, Ivo Gomes.
O encontro deve traçar um novo cronograma sobre as negociações entre professores e Governo.
De acordo com o Sindicato Apeoc, dificilmente a categoria e o governo devem entrar em acordo para a suspenção da greve que já perdura dois meses. "Nossa idea é estabelecermos uma agenda de negociação com o governo. O sindicato quer um prazo mais prolongado para o debate sobre a questão salarial", disse o assessor político da diretoria, Roque Melo.
O sindicado e governo já conversaram nesta terça-feira (4) e a proposta apresenta pela secretaria de educação foi rejeitada pelos educadores em assembleia.
Na lista do comando geral de greve uma reunião com as principais lideranças está marcada para às 11 horas, nesta quinta. O sindicado esteve reunido nesta quarta-feira (5) na cidade de Sobral, região norte do Estado, distante a 230 quilômetros de Fortaleza.
O objetivo da reunião, com cerca de 50 professores, é buscar apoio e consolidar lideranças grevistas também no interior.
O encontro deve traçar um novo cronograma sobre as negociações entre professores e Governo.
De acordo com o Sindicato Apeoc, dificilmente a categoria e o governo devem entrar em acordo para a suspenção da greve que já perdura dois meses. "Nossa idea é estabelecermos uma agenda de negociação com o governo. O sindicato quer um prazo mais prolongado para o debate sobre a questão salarial", disse o assessor político da diretoria, Roque Melo.
O sindicado e governo já conversaram nesta terça-feira (4) e a proposta apresenta pela secretaria de educação foi rejeitada pelos educadores em assembleia.
Na lista do comando geral de greve uma reunião com as principais lideranças está marcada para às 11 horas, nesta quinta. O sindicado esteve reunido nesta quarta-feira (5) na cidade de Sobral, região norte do Estado, distante a 230 quilômetros de Fortaleza.
O objetivo da reunião, com cerca de 50 professores, é buscar apoio e consolidar lideranças grevistas também no interior.
Governo pode negociar, mas já ameaça grevistas
Publicado em 5 de outubro de 2011
Os educadores decidiram, em assembleia, que a paralisação continua. O governo vai avaliara possibilidade de demissão se as atividades não forem retomadas até sexta-feira
NATINHO RODRIGUES
NATINHO RODRIGUES
Representantes do governo e dos professores se encontraram, ontem, pela oitava vez desde o início da greve, em agosto. Ambas as partes lamentaram os atos de violência
JOSÉ LEOMAR
JOSÉ LEOMAR
Negociação registra uma abertura para pagamento dos níveis de referência, apesar de o governo falar em demitir
Após nova rodada de negociação com representantes do governo do Estado e que, desta vez, durou pouco mais de cinco horas, os professores da rede estadual de ensino - que paralisaram suas atividades há exatamente 60 dias - permanecem em greve. A decisão foi aprovada por unanimidade, no início da noite de ontem, em assembleia geral da categoria realizada no Ginásio Paulo Sarasate, apesar de o governo ameaçar com processo administrativo caso não retornem ao trabalho.
Marcada para as 15h, horário em que o Estádio Paulo Sarasate estava literalmente lotado, a assembleia só pôde começar às 17h45, quando muitos professores já haviam deixado o local.
Os trabalhos da assembleia só foram iniciados após a chegada dos integrantes do comando de greve da reunião, mantida pelas lideranças da categoria com os representantes do governo Cid Gomes, no Palácio da Abolição.
O clima entre os professores era de ansiedade e de insatisfação. "Tem gente que também ensina no Município e trabalha amanhã cedo, por isso não foi possível esperar", explicou a professora Luiza de Marilac Belém, observando ainda o cansaço dos colegas de magistério. "Nestes dias de greve não há descanso. A gente procura participar de toda a programação do movimento. A luta é de todos", completou outra professora da rede estadual, Cláudia Abreu.
Palavras de ordem
Quando o comando de greve iniciou a falação, muitas das cadeiras do estádio já estavam vazias, ainda assim, as palavras de ordem e os aplausos eram ouvidos a distância a cada pronunciamento mais contundente. O presidente da Associação dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, explicou que, pela primeira vez, o governo do Estado acenou com a possibilidade de que os níveis de referência - que vão de um a 30, conforme a graduação do docente - venha a ser observado no pagamento do piso salarial estipulado por lei federal, e que corresponde a R$ 1.187,00.
Admitiu, contudo, que o assunto não constou em ata durante a rodada de negociação, contando com a presença do chefe de gabinete do governador, Ivo Gomes, e da secretária de Educação do Estado, Izolda Cela. "Há uma perspectiva de repasse dos níveis de forma escalonada", disse Anízio, comentando, porém, que Ivo Gomes chegou a ameaçar de demissão, por processo administrativo, caso a partir da próxima sexta-feira aconteça o retorno ao trabalho. "Mas nós não aceitamos isso".
A rodada de negociação de ontem também contou com um integrante da Comissão de Educação da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Ceará (OAB), Edenir Martins.
O advogado adiantou acreditar que o governo poderá, ainda, avançar em suas propostas e que os professores precisariam de um pouco mais de tempo para avaliar a questão.
Já a professora Rosa da Fonseca, militante que integra o grupo Crítica Radical, considerou a importância do respeito ao piso salarial e, também, dos níveis de referência da classe, conforme a qualificação do profissional. "É preciso que a população saiba que o movimento não é apenas pelo piso, como vem sendo anunciado erroneamente", registrou, denunciando que o governo do Estado pretende promover um achatamento salarial na rede de ensino.
Sobre o assunto, Sidney de Oliveira, integrante do comando de greve e que participa da Corrente Proletária na Educação - Liga Partido Operário Revolucionário, esclareceu que a proposta do governo enviada à Assembleia Legislativa (AL) prevê o pagamento do piso nacional, no valor de R$ 1.187,00, para apenas o Nível Médio. "Eles não querem aplicar o piso na nossa tabela de salário", disse, explicando que essa tabela coloca quem tem nível médio na referência de um a 12, os graduados de 13 a 20, os especialistas de 21 a 24, mestres de 25 a 27 e doutores de 28 a 30. "Rasgaram nossa tabela com o envio do projeto de lei à Assembleia", comentou, acrescentando que com a observância dos níveis o valor do piso tem efeito cumulativo, "mas eles querem é achatar nossos salários".
Na reunião com os representantes do governo, o comando de greve enfatizou que espera que o governador Cid Gomes não sancione a mensagem enviada à AL e que foi enfaticamente repudiada pelos professores. O dirigente da Apeoc, Anízio Melo, esclareceu que "reivindicamos a não punição e o não pagamento da multa que já chega a R$ 260 mil, além de autonomia para as escolas para que decidam a reposição das aulas por conteúdo e não por dia letivo".
Anízio lembrou que o governo chegou a ameaçar de demitir quem não retorne ao trabalho e o prazo para avaliação desse assunto seria a próxima sexta-feira. Para ele, as ameaças não são elementos de pressão, "quando deveríamos ter uma negociação que reconheça os direitos dos professores".
Para hoje, está marcada mais uma reunião entre integrantes da Secretaria de Educação do Ceará e representantes da Apeoc na sede da promotoria de defesa da educação do Ministério Público Estadual.
O encontro foi solicitado pela OAB-CE e pelo próprio MPE para tentar encontrar uma saída para o impasse. Também hoje o comando de greve começa novas reuniões com os professores nas regionais de Fortaleza.
Já amanhã, as lideranças dos grevistas buscarão manter nova rodada de negociação com o governo do Estado. E na sexta-feira, às 15 horas, acontece nova assembleia geral, ainda com local a ser definido, possivelmente o ginásio Paulo Sarasate. "Vamos anunciar o local exato pela internet", informou Sidney de Oliveira.
REUNIÃO NO PALÁCIO DA ABOLIÇÃO
Rodada de diálogo registra avançoUma comissão formada pelos professores da Rede Estadual de Ensino reuniu-se, por volta do meio dia até mais de 17 horas de ontem, no Palácio da Abolição, com o Chefe de Gabinete do Governador, Ivo Gomes, e a secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, em mais uma tentativa de negociação entre as partes. Desde o início da greve, em agosto, esta foi a oitava vez que os trabalhadores e o governo se reuniram visando solucionar o impasse.
Segundo Izolda Cela, o momento foi de grande importância para ambas as partes, e o governo estava disposto a ouvir a proposta de aumento dos professores, desde que se encaixasse no orçamento disponível para educação.
"Nós pedimos uma proposta com base na realidade. É fácil propor sem ter conhecimento da real disponibilidade de orçamento. Esperamos que o Sindicato possa aceitar a proposta do governo. Os alunos estão pagando o prejuízo e, por mais que as aulas sejam repostas, esse prejuízo é irrecuperável", disse a secretária de Educação.
O presidente da Associação dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, também ressaltou a importância do encontro para o avanço das negociações, e disse que a Apeoc estava aberta para ouvir as contrapropostas do governo. "O Sindicato tem a posição de fechar uma negociação concreta. Nós queremos discutir a política no Estado e, no momento, a valorização do professor. Nós esperamos a aplicação do piso e sua repercussão na categoria", afirmou.
Anízio Melo ressaltou, ainda, que o pagamento do piso nacional aos professores se encaixa dentro das possibilidades do governo. "O governo tem um orçamento de 29,5% em educação. Apenas 62% dos recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação básica) vão para o salário dos professores. O que é preciso é definir prioridades. Ao invés de construir prédios, locar os recursos para o pagamento dos professores. Esse é o debate que queremos propor".
Confronto
Tanto a secretária de Educação quanto o presidente do Sindicato lamentaram o confronto entre professores e o Batalhão de Choque ocorrido no último dia 29. Segundo Izolda Cela, houve erro das duas partes.
"Foi uma situação lamentável. Lutamos tanto por uma democracia e temos canais para isso. Não precisava chegar ao confronto. Houve erro parte a parte. A posição do Batalhão de Choque foi de contenção. Houve excesso também dos manifestantes. É preciso fazer uma autoavaliação", afirmou a secretária Izolda.
Para Anízio Melo, o episódio representou ainda um atraso para a solução do impasse. "Com certeza, o confronto foi um complicador do processo. Não foi dado espaço para se discutir e negociar com a categoria. Aquelas questões foram muito graves. Nós vamos continuar a defender a categoria de quem queira prejudicá-la para que a educação seja colocada como prioridade", enfatizou.
Após nova rodada de negociação com representantes do governo do Estado e que, desta vez, durou pouco mais de cinco horas, os professores da rede estadual de ensino - que paralisaram suas atividades há exatamente 60 dias - permanecem em greve. A decisão foi aprovada por unanimidade, no início da noite de ontem, em assembleia geral da categoria realizada no Ginásio Paulo Sarasate, apesar de o governo ameaçar com processo administrativo caso não retornem ao trabalho.
Marcada para as 15h, horário em que o Estádio Paulo Sarasate estava literalmente lotado, a assembleia só pôde começar às 17h45, quando muitos professores já haviam deixado o local.
Os trabalhos da assembleia só foram iniciados após a chegada dos integrantes do comando de greve da reunião, mantida pelas lideranças da categoria com os representantes do governo Cid Gomes, no Palácio da Abolição.
O clima entre os professores era de ansiedade e de insatisfação. "Tem gente que também ensina no Município e trabalha amanhã cedo, por isso não foi possível esperar", explicou a professora Luiza de Marilac Belém, observando ainda o cansaço dos colegas de magistério. "Nestes dias de greve não há descanso. A gente procura participar de toda a programação do movimento. A luta é de todos", completou outra professora da rede estadual, Cláudia Abreu.
Palavras de ordem
Quando o comando de greve iniciou a falação, muitas das cadeiras do estádio já estavam vazias, ainda assim, as palavras de ordem e os aplausos eram ouvidos a distância a cada pronunciamento mais contundente. O presidente da Associação dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, explicou que, pela primeira vez, o governo do Estado acenou com a possibilidade de que os níveis de referência - que vão de um a 30, conforme a graduação do docente - venha a ser observado no pagamento do piso salarial estipulado por lei federal, e que corresponde a R$ 1.187,00.
Admitiu, contudo, que o assunto não constou em ata durante a rodada de negociação, contando com a presença do chefe de gabinete do governador, Ivo Gomes, e da secretária de Educação do Estado, Izolda Cela. "Há uma perspectiva de repasse dos níveis de forma escalonada", disse Anízio, comentando, porém, que Ivo Gomes chegou a ameaçar de demissão, por processo administrativo, caso a partir da próxima sexta-feira aconteça o retorno ao trabalho. "Mas nós não aceitamos isso".
A rodada de negociação de ontem também contou com um integrante da Comissão de Educação da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Ceará (OAB), Edenir Martins.
O advogado adiantou acreditar que o governo poderá, ainda, avançar em suas propostas e que os professores precisariam de um pouco mais de tempo para avaliar a questão.
Já a professora Rosa da Fonseca, militante que integra o grupo Crítica Radical, considerou a importância do respeito ao piso salarial e, também, dos níveis de referência da classe, conforme a qualificação do profissional. "É preciso que a população saiba que o movimento não é apenas pelo piso, como vem sendo anunciado erroneamente", registrou, denunciando que o governo do Estado pretende promover um achatamento salarial na rede de ensino.
Sobre o assunto, Sidney de Oliveira, integrante do comando de greve e que participa da Corrente Proletária na Educação - Liga Partido Operário Revolucionário, esclareceu que a proposta do governo enviada à Assembleia Legislativa (AL) prevê o pagamento do piso nacional, no valor de R$ 1.187,00, para apenas o Nível Médio. "Eles não querem aplicar o piso na nossa tabela de salário", disse, explicando que essa tabela coloca quem tem nível médio na referência de um a 12, os graduados de 13 a 20, os especialistas de 21 a 24, mestres de 25 a 27 e doutores de 28 a 30. "Rasgaram nossa tabela com o envio do projeto de lei à Assembleia", comentou, acrescentando que com a observância dos níveis o valor do piso tem efeito cumulativo, "mas eles querem é achatar nossos salários".
Na reunião com os representantes do governo, o comando de greve enfatizou que espera que o governador Cid Gomes não sancione a mensagem enviada à AL e que foi enfaticamente repudiada pelos professores. O dirigente da Apeoc, Anízio Melo, esclareceu que "reivindicamos a não punição e o não pagamento da multa que já chega a R$ 260 mil, além de autonomia para as escolas para que decidam a reposição das aulas por conteúdo e não por dia letivo".
Anízio lembrou que o governo chegou a ameaçar de demitir quem não retorne ao trabalho e o prazo para avaliação desse assunto seria a próxima sexta-feira. Para ele, as ameaças não são elementos de pressão, "quando deveríamos ter uma negociação que reconheça os direitos dos professores".
Para hoje, está marcada mais uma reunião entre integrantes da Secretaria de Educação do Ceará e representantes da Apeoc na sede da promotoria de defesa da educação do Ministério Público Estadual.
O encontro foi solicitado pela OAB-CE e pelo próprio MPE para tentar encontrar uma saída para o impasse. Também hoje o comando de greve começa novas reuniões com os professores nas regionais de Fortaleza.
Já amanhã, as lideranças dos grevistas buscarão manter nova rodada de negociação com o governo do Estado. E na sexta-feira, às 15 horas, acontece nova assembleia geral, ainda com local a ser definido, possivelmente o ginásio Paulo Sarasate. "Vamos anunciar o local exato pela internet", informou Sidney de Oliveira.
REUNIÃO NO PALÁCIO DA ABOLIÇÃO
Rodada de diálogo registra avançoUma comissão formada pelos professores da Rede Estadual de Ensino reuniu-se, por volta do meio dia até mais de 17 horas de ontem, no Palácio da Abolição, com o Chefe de Gabinete do Governador, Ivo Gomes, e a secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, em mais uma tentativa de negociação entre as partes. Desde o início da greve, em agosto, esta foi a oitava vez que os trabalhadores e o governo se reuniram visando solucionar o impasse.
Segundo Izolda Cela, o momento foi de grande importância para ambas as partes, e o governo estava disposto a ouvir a proposta de aumento dos professores, desde que se encaixasse no orçamento disponível para educação.
"Nós pedimos uma proposta com base na realidade. É fácil propor sem ter conhecimento da real disponibilidade de orçamento. Esperamos que o Sindicato possa aceitar a proposta do governo. Os alunos estão pagando o prejuízo e, por mais que as aulas sejam repostas, esse prejuízo é irrecuperável", disse a secretária de Educação.
O presidente da Associação dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, também ressaltou a importância do encontro para o avanço das negociações, e disse que a Apeoc estava aberta para ouvir as contrapropostas do governo. "O Sindicato tem a posição de fechar uma negociação concreta. Nós queremos discutir a política no Estado e, no momento, a valorização do professor. Nós esperamos a aplicação do piso e sua repercussão na categoria", afirmou.
Anízio Melo ressaltou, ainda, que o pagamento do piso nacional aos professores se encaixa dentro das possibilidades do governo. "O governo tem um orçamento de 29,5% em educação. Apenas 62% dos recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação básica) vão para o salário dos professores. O que é preciso é definir prioridades. Ao invés de construir prédios, locar os recursos para o pagamento dos professores. Esse é o debate que queremos propor".
Confronto
Tanto a secretária de Educação quanto o presidente do Sindicato lamentaram o confronto entre professores e o Batalhão de Choque ocorrido no último dia 29. Segundo Izolda Cela, houve erro das duas partes.
"Foi uma situação lamentável. Lutamos tanto por uma democracia e temos canais para isso. Não precisava chegar ao confronto. Houve erro parte a parte. A posição do Batalhão de Choque foi de contenção. Houve excesso também dos manifestantes. É preciso fazer uma autoavaliação", afirmou a secretária Izolda.
Para Anízio Melo, o episódio representou ainda um atraso para a solução do impasse. "Com certeza, o confronto foi um complicador do processo. Não foi dado espaço para se discutir e negociar com a categoria. Aquelas questões foram muito graves. Nós vamos continuar a defender a categoria de quem queira prejudicá-la para que a educação seja colocada como prioridade", enfatizou.
Professores do Estado voltam a negociar nesta quinta-feira
06 de outubro de 2011 // 16h08
A possibilidade da suspensão da greve dos professores deve estar em pauta na reunião da tarde desta quinta-feira (6), no Palácio da Abolição, entre representantes do Sindicato Apeoc e do Governo do Estado. A paralisação ultrapassa dois meses e teve seus momentos de tensão na última semana.
De acordo com o presidente do sindicato, Anízio Melo, o fim da greve está condicionado à aceitação das propostas da categoria por parte do Governo do Estado. A principal reivindicação dos docentes é a implantação do piso nacional da categoria, de R$ 1.187, enquanto o Palácio da Abolição também cogita a possibilidade de um novo concurso público para a área.
"Nós não vamos abrir mão da nossa proposta onde o piso tem que reperticutir na carreira", assegura Anízio.
O rumo da greve, porém, deve ser decido somente após uma assembleia da categoria, prevista para esta sexta-feira (7), provavelmente no Ginásio Paulo Sarasate. Ainda de braços cruzados a categoria está dividida: de um lado professores querem manter a greve, de outro uma parcela da categoria que pleiteia a volta às atividades, como admite Anízio.
"Temos que decidir pelo que vai ser melhor para o todo. Esperamos do governo que a nossa proposta seja aceita", conta.
Na última reunião com o Estado, promovida na última terça-feira (4), a categoria reclamou ao chefe do Gabinete do Governador (GabGov) da atuação da Polícia Militar contra a categoria.
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Que vergonha tenho de ser professor e Cearense, ter feito opção de escolher um governante sem ética, sem respeito ao ser humano, sem caráter e ainda sem compromisso e dignidade ao nosso povo que acreditou no seu discurso e no seu compromisso.
Pena! porque na verdade nós já conheciamos seu berço, e votamos para sermos tortudados, pisoteados, pior do que os ditadores, são verdadeiros terroristas humanos e matam psicoloagicamente, como também teus amigos politicos, assim como Tarso Jereissate que vcs agiram como verdadeiros judas.
Vamos seguir enfrente, lutar pelo nossos direitos. Somos obrigados a pagar impostos e o governo terá que também cumprir com suas obrigações, afinal ele não é o dono do nosso estado.